Archive for the ‘Música’ Category

Toumani Diabaté e a kora

28/01/2011

A preparação para o Senegal…
Toumani Diabaté, na verdade, é maliano. Mas toca belamente a kora — um dos principais instrumentos tradicionais senegaleses.

Meu canarinho, minha beija-flor

24/10/2010

Na Serra do Padeiro, foram muitos encantamentos. Um deles, seu Lírio, pajé Tupinambá. Minha manhã de sábado (o primeiro amanhecer na Serra) começou com uma canção delicada. Era seu Lírio na gaita:

Meu canarinho, minha beija-flor,
me dá notícia do meu grande amor,
que foi embora, nunca mais voltou,
meus canarinhos, minha beija-flor.

Seu Lírio | Aldeia Serra do Padeiro, Buerarema (BA), 9 out. 2010

Do siridó ao carimbó

27/07/2010

“Juntaram-se
Os dois na esquina
A tocar a sanfoninha
E a dançar o siridó.”

Esta semana eu passo com a Natércia dos pezinhos miúdos e mais 89 mulheres rurais de diversos pontos do país, debatendo políticas públicas. A música aí de cima é presença constante no repertório de Natércia — mas hoje, devido à miscelânea de estados que fizemos, ela começou o dia dançando carimbó.

Iemanjá

29/06/2010

No cais | Canavieiras, BA, 27 jun. 2010 | Por Daniela Alarcon

Vamo lá: “I don’t want to stay here, I want to go back to Bahia…”.

Puta que pariu

15/05/2010

Que assim é choro certo na tarde de sábado ensolarada e morninha. Porra, Zitarrosa, precisava ser um criador de imagens tão preciso?
* Para ouvir (num daqueles vídeos com fotos, fazer o quê): a parte 1 e a parte 2.

Ecos do Cone Sul na superquadra

04/05/2010

“Creo que las palabras tuyas deben ser las de tu pueblo. O sea: en el gesto de tu cara la preocupación de tus hermanos. Y los pies en el polvo, con ellos.” (Alfredo Zitarrosa, músico uruguaio, em depoimento a Leopoldo de Castilla)

Desta vez eu trouxe na mala, de São Paulo: a discografia completa do Alfredo Zitarrosa + “La Perla Negra del Tango”, disco de 1972 da fabulosa Lagrima Ríos + um disco do Victor Jara, de brinde.

Injeção de serotonina na minha terça à noite

23/03/2010

Una copa más,
tal vez un poooco amaaaarga,
por nuestro graaaaaaaan cariño,
que nunca volverá.
Una copa mááááááááááás.

Palermo negro tiene la memoria en blanco

19/03/2010

Durante ensaio de tambores em Palermo, bairro de Montevideo. 21 dez. 2008. Por Daniela Alarcon

Uma amiga viaja em breve a Montevideo; fico revirando as catacumbas do meu computador e sofrendo a saudade.

Apanhado

06/03/2010

Tenho que escrever sobre índios, o perder-se nas estradas do Goiás, messianismo, exploração de taperas, Anaïs Nin, doces e pontes — mais algumas coisas que devo estar esquecendo. Iremos por partes, em etapas.

Mas, enquanto não meto a mão na massa, fiquemos com a noite feliz de ontem, última do Tadeu aqui em casa (procurem na edição de abril da Rolling Stone o resultado de sua temporada brasiliense).

Nessa sexta, a Funfarra (para resumir: festa simpática surgida em 2008, que se mudou do Parque da Cidade para as imediações da UnB) recebeu o GOG — para quem não conhece, rapper brasiliense, de músicas e ideias muito boas. GOG levou para o palco a corrupção em Brasília e a mobilização contra Arruda, P.O. e corja, bem como as barbaridades racistas ditas na recente audiência pública sobre cotas raciais na UnB. Para chegar lá, comboiozinho de bicicletas (Tadeu e eu, desamparados das nossas, de carona), em noite quente e de lua.

Por falar em bicicleta, em breve tem Peladada (World Naked Bike Ride) em Brasília. Melhor que pedalar pelados: pedalar pelados na Esplanada! E por falar em pelados e peladas, estão à venda os calendários lançados pelo povo ciclista de São Paulo, no melhor estilo folhinha de borracharia com engajamento, a denunciar como os ciclistas se sentem nus no trânsito ensandecido. Há duas versões, ambas de março a março. Tá certo que a Soninha-linha-auxiliar-do-PSDB posa em um dos meses, mas minha cunhada posa em outro, de modo que uma coisa compensa a outra. Pra comprar, aqui.

* Sinal de alerta. Hoje fechamos a tarde com Brasília firme em seu propósito de me cativar: céu passando de azul a branco de chuva, cinza esverdeado, amarelo pálido e laranja fogoso em questão de 15 minutos, com arco-íris, de diâmetro enorme, como costuma ser aqui. Ontem, a Julia, brasiliense desde a barriga da mãe, disse estar felicíssima por ver a mim, gringa, tomando a defesa de Brasília num debate com o Alan, carioca já candango — eu dizia que andar nas asas é, de modo geral, mais aprazível que andar em SP. Ela achou linda a inversão de papéis. De minha parte, preocupação…

Obs. Como andaram me perguntando: não, a moça acima não é minha cunhada. Mas junho é o mês do meu aniversário.

Engenhocas

22/02/2010

Ontem, fui ao show do Uakti e fiquei encantada.

Os caras vêm contruindo engenhocas (vulgo instrumentos acústicos) ao longo dos últimos 30 anos. A música, ótima, sai da água, de uma espécie de caixa de música com os bofes pra fora, de tubos de PVC, flauta transversal, todo tipo de coisas batucáveis e um grande etcetera.

(Mesmo se a música fosse ruim, os instrumentos são tão bonitos de olhar…)

A segunda música… a primeira teve um pedaço de Elomar (esta canção eu não reconheceria sozinha, por sorte estava com um amigo baiano a tiracolo); e aí veio a segunda, uma ambiência de filme de caubói, tocada à manivela, um troço qualquer coisa de incrível.

Não bastasse, brinde dos grandes: subi as escadas para me deparar com a última meia hora, último dia, da exposição do Goeldi em Brasília.

***

Brasília tem sido gentil no que concerne a shows. Desde que vim pra cá, não fui a muitos, mas todos foram dignos de nota.

Em novembro, durante o V Festival Brasília de Cultura Popular, realizado pela Funarte, assisti (e dancei de suar) ao Samba de Coco Raízes de Arcoverde, Maciel Salu, Carimbó Quentes da Madrugada e Ilê. Em setembro ou outubro teve um Milton Nascimento meio apático na Esplanada, compensado pela noite quente e o cenário alienígena do Museu Nacional. Mês passado, showzinho simpático (de uma banda cujo nome me escapa completamente) à beira do rio das Almas, em Pirenópolis, pela aprovação da PEC do Cerrado.

Vamo que vamo.