Archive for the ‘Fotografia’ Category

Pausa no recesso

12/05/2011

Pra dizer que eu tô apaixonada por esta foto (infelizmente em baixa resolução) do Julio Antonio Mella:

Ao Thomaz Farkas

06/04/2011

Com atraso, uma minúscula homenagem ao grande Thomaz Farkas.

Autopromocional

20/01/2011

Ah, vai, é lícito comemorar a primeira “citação a uma obra de minha autoria” da qual tenho notícia, não?

A historiadora alemã Marlen Eckl — cuja tese de dotourado, na Universidade de Viena, enfocou o exílio de fala alemã no Brasil, tendo como uma de suas protagonistas Marte Brill, a mãe de Alice Brill — publicou um artigo sobre Alice na última edição da revista Tópicos, da Sociedade Brasil-Alemanha. Para quem lê alemão, está aqui.

Goiás Velho

07/01/2011

Continuando com a temporada de organização: fotografias de Goiás Velho tomadas em maio (em viagem com a Paula) e dezembro (com minha irmã): aqui.

Toma, um bicho psicodélico pra você.

Bicho | dez. 2010 | Por Daniela Alarcon

Umas fotos do Ceará

05/01/2011

Em maio passado, viajei a Fortim – cidade cearense à margem do rio Jaguaribe, a poucos quilômetros de seu encontro com o mar – para participar, pela primeira vez, de um encontro de pescadoras.

Lá, conheci mulheres oprimidas, de um lado, pelo avanço da aquicultura e outros males sobre a pesca artesanal. “Na nossa região, os fazendeiros colocam cerca elétrica no rio”, anotei. “Na nossa região, a gente não pode amarrar o barco na margem, porque a beira e o fundo do rio são do fazendeiro.” De outro, pelo machismo, que impede o reconhecimento de sua atuação na pesca. “A mulher vai ao INSS, declarar-se pescadora. ‘Deixa eu ver sua mão.’ O funcionário a manda embora, resmungando: ‘Pescadora de unha feita… tá certo’.”

Movida pelos relatos e discussões, escrevi um primeiro texto — valia-me do fato de estar sentada diante do rio para tentar embeber a escrita com algo do mangue, dunas e vento-ventooooooo da noite. Já em Brasília, vieram uma nota curta e um novo texto, sintetizando os principais debates travados em Fortim a respeito da implementação de políticas públicas para a pesca artesanal atentas para as questões de gênero.

Faço este “resgate” pois gostaria de convidá-los a olhar algumas fotografias que tomei durante a viagem e que só agora tive a decência de organizar. Além de participar do encontro, tive tempo de descer as vielas rumo ao rio, observar seu regime ao longo do dia, o vai-e-vem das jangadas, barcos sendo descarregados e o céu sempre mudando de cores. Também atendi ao convite de Dorinha, pescadora da vila de Fortim, que me levou a conhecer sua casa, sua família e seu cotidiano no mangue (aqui, linhas mal traçadas sobre Dorinha).

Do Fortim, deslizei para a vizinha Aracati – cidade mais entrada no Jaguaribe, que leva o mesmo nome do poético vento. Foram poucas horas aí, suficientes contudo para uma olhada no casario (tão bonito) e um pouco de bulicio na zona do mercado de peixe. Um azul de céu hipnotizante, com as nuvens sempre pinceladas pelo vento. Um ônibus depois, a praia de Canoa Quebrada; é fato que preferia ter estado aí uns quarenta anos atrás mas, indo agora, não deixei de enxergar como ela é bela, especialmente quando, finda a tarde, as falésias se doiram intensamente.

Antes de voltar a Brasília, muito caminhei e mergulhei no Pontal de Maceió e Canto da Barra, duas outras localidades de Fortim. Na ida ao Canto da Barra, vacilei e não fotografei os barcos ancorados na maré baixa; quando voltei, vinda do Pontal, encontrei-os já flutuando… Ainda assim, fiz uma ou outra foto. E dediquei um texto a este passeio, um pouco centrado nas afeições do Branco (o motorista de moto-táxi que me levou) para matizar uma discussão sobre especulação imobiliária.

As fotos (aqui), com sorte, talvez deixem ver os encantos de Fortim e Aracati.

Da esq. para a dir., fachada em Aracati, participante do encontro em Fortim, Canoa Quebrada e jangada na barra do rio Jaguaribe | maio 2010 | Por Daniela Alarcon

Para terminar, deixo-os com as palavras de ordem que aprendi junto às pescadoras:

No rio e no mar: pescador(a) na luta!
No açude e na barragem: pescando a liberdade!
Hidronegócio: resistir!
Cerca nas águas: derrubar

O aviãozinho

04/01/2011

Brasília vista do alto, maio 2010 | Por Daniela Alarcon

Brasília-gentil

02/01/2011

Há alguns dias Brasília chove como São Paulo (dias inteiros úmidos, de luz branco-cinza, sem sol). A Misi entendeu bem o espírito do tempo.

Misi | Brasília, 02 jan. 2011 | Por Daniela Alarcon

Valeu, Brasília, desta feita você me entendeu e cooperou.

Alice Brill!

19/10/2010

Um belo dia remexia meus emails, quando encontrei uma mensagem do Ronaldo Entler, professor, pesquisador e fotógrafo que, durante sua participação na minha banca de defesa, fez uma análise muito criteriosa e competente de meu trabalho sobre Alice. (É de sua autoria uma expressão deliciosa, que usou para definir um certo desvio que às vezes manifesto agudamente: “fúria contextualizadora”.)

Enfim, Ronaldo me contava que estava trabalhando no 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia de São Paulo, mais especificamente em sua expressão virtual, um espaço que acolheria entrevistas, portfolios, textos analíticos… e trabalhos de “jovens pesquisadores”. Dois anos depois da defesa, Ronaldo se lembrava do meu trabalho e me convidava para publicar um trecho da pesquisa na sessão que chamaram “Escoamentos”.

Escolhi um capítulo (originalmente, o sétimo), em que focalizo mais detidamente o conjunto de fotografias de Alice sobre a São Paulo dos anos 50, e preparei uma breve apresentação para os leitores do Fórum. Ronaldo também escreveu um comentário introdutório. Vitor Flynn me deu aquele socorro final nas artes ocultas da diagramação. E, voilà, tudo acaba de entrar no ar. (Amanhã, começa o Fórum — que, infelizmente, acompanharei apenas virtualmente. Para quem se interessa, a programação é ótima, bem como os textos e imagens disponíveis no site.)

Para encerrar, é só dizer que estou feliz e orgulhosa… e que Alice é uma grande, grande artista.

De volta à Raposa Serra do Sol

26/09/2010

Aldeia Maturuca, Raposa Serra do Sol, 20 set. 2010

Um afago em Brasília

21/08/2010

Assim é meu caminho todos os dias, na volta para casa.

Esplanada. Brasília, 19 ago. 2010