Archive for setembro \25\UTC 2009

GDF, ilumine-me!

25/09/2009

No Setor Comercial Sul, o Governo do Distrito Federal mostra, em uma placa de trânsito, que entende de prioridade: “Dirigir é preciso, viver também é preciso”. Um viva ao GDF!

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Qualquer coisa de inacreditável

25/09/2009

O céu de Brasília é qualquer coisa de inacreditável.
E o cheiro da chuva em um dia quente…

Honduras livre!

23/09/2009

Hoje, ato diante da embaixada de Honduras. Bem que quis, mas não estive lá: inacessível demais pra mim, a não-motorizada em Brasília; além do quê, justo na hora em que olhava mais um apartamento pra alugar. O cotidiano mais comezinho… Falam em 16 mortos, dezenas de feridos, um campo de concentração em um estádio.

Caryocar brasiliense

23/09/2009
No Carrefour, entre os enlatados mais boçais: a polpa de pequi em conserva me lembra que não estou em casa: “os seguranças daqui espancam como os de lá?”.

No Carrefour [os seguranças daqui espancam como os de lá?].

Entre os enlatados mais boçais: a polpa de pequi em conserva me lembra que não estou em casa. [Google me diz que há exemplares no estado de São Paulo, mas ameaçados de extinção.] Vamos, vamos, deslumbrem-se com o pequi como eu!

Um amigo classificava as pessoas em frutas — eu era lixia; o topo de seu esquema de mundo frutífero era reservado à fisalis. Quem seria o pequi, espinhos que fincam na língua e palato dos desavisados?

Manual de sobrevivência

23/09/2009
Manual de sobrevivência em Brasília
1. NÃO tente ir a pé ao Centro Cultural Banco do Brasil: perderás a sessão de cinema, ganharás calo no pé.
2. Quando for ao CCBB de Brasília a pé — senhorita-eu-sei-o-que-tô-fazendo-e-tô-acostumada-a-andar-a-pé –, NÃO cruze pelo gramado atrás da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. A não ser que queira protagonizar uma versão candanga de Birds, de Hitchcock, tendo quero-queros no papel de gaivotas.
PS. A Wikipedia me ensina que a ave também atende por “espanta-boiada” (…). Para o Programa de Gestão Ambiental da Procuradoria Geral da República (instalado bem perto do tal gramado), o bicho é um “guerrilheiro (?) alado”.
Espero que você você quebre esse bico, ave abissal.
Quero-quero em voo, fotografado por Paulo Camelo, em Gravatá (PE), 2008.

1. NÃO tente ir a pé ao Centro Cultural Banco do Brasil: vais perder a sessão de cinema e ganhar um calo no pé.

2. Quando for ao CCBB de Brasília a pé — senhorita-eu-sei-o-que-tô-fazendo-e-tô-acostumada-a-andar-a-pé  –, NÃO cruze pelo gramado atrás da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. A não ser que queira protagonizar uma versão candanga de Birds, de Hitchcock, tendo quero-queros no papel de gaivotas.

PS. A Wikipedia me ensina que a ave também atende por “espanta-boiada” (…). Para o Programa de Gestão Ambiental da Procuradoria Geral da República (instalado bem perto do tal gramado), o bicho é um “guerrilheiro (?!) alado”.

Quero-quero que você quebre esse bico, ave abissal. Quero-quero em voo, fotografado por Paulo Camelo, em Gravatá (PE), 2008.

Espero que você quebre esse bico, ave abissal.* Quero-quero em voo, fotografado por Paulo Camelo, em Gravatá (PE), 2008.

* Informamos que nenhuma ave foi ferida na produção deste post, embora vontade não haja faltado.

Desmistificando Brasília

23/09/2009

Para todos vocês que se regozijaram com a futura suposta desgraça alheia: aqui há bares de esquina.

Umas palavras sobre a foto do cabeçalho

17/09/2009

Mário Fontenelle, piauiense, de mecânico de aviões, tornou-se fotógrafo. Ganhou fama pelas imagens da construção de Brasília, entre as quais o clássico cruzamento dos eixos e muitos retratos dos operários. O que se segue parece enredo de filme ruim:  morreu tuberculoso no Lar dos Velhinhos Maria Madalena; três pessoas foram a seu enterro.

Que se registre: não é nada original esse meu movimento de “resgatá-lo”; há um espaço a ele dedicado no Museu Vivo da Memória Candanga (o que pretendo conferir em breve) e já se fez toda aquela mea culpa coletiva pelo esquecimento em vida de um artista depois consagrado. Mas o mergulho nas suas imagens, pra mim, é fascínio recente.

“Era um fotógrafo que registrava suas impressões no verso do papel fotográfico ou em folhas esparsas. Escrevia em letra de forma, textos muitas vezes desconexos, em linhas que iam caindo para a direita, como se estivesse escrevendo e desenhando ao mesmo tempo”, descreveu Conceição Freitas, do Correio Braziliense, em artigo que se encontra aqui. (Depois de algumas experiências com artigos da imprensa absolutamente imprecisos sobre Alice Brill, não ponho minha mão no fogo por qualquer texto do tipo. Mas dada minha ignorância sobre Fontenelle, só o que posso, por ora, é remeter a esse perfil, feitas as devidas ressalvas — talvez, espero, absolutamente depropositadas.)

Juscelino Kubitschek e Lúcio Costa no Planalto Central durante a construção de Brasília, 1959. Por Mário Fontenelle.

Desde o avião

16/09/2009

A sensação do plano.
Parece que o tempo todo vai ser a estrada tentando a gente. Porque se pode virar para qualquer lado e, enquanto se vê mais, mais se quer ver atrás, para além do embaçamento do horizonte, que derrete para quem está parado.
Eu vou decifrar essas árvores raquíticas que devem de esconder lindezas. Hão de coabitar minha cabeça — que é feita de mangues, areias, mares de morros, o frio tropical, a umidade e a minha São Paulo, e salpicada de cenários e visões de assombro.
Deslizar para a intimidade estas securas coloridas.